Corrente da Coentro - as nossas apostas para 2017

by Coentro Comunica


Inspirados nas correntes de gastronomia que estão rolando no Facebook, decidimos convidar nossa equipe para responder uma listinha rápida com desejos e apostas para o próximo ano!  O resultado você confere a seguir, mas exigimos que você compartilhe também com a gente suas respostas, deixe seu comentário!

Paty

Quero aprender a cozinhar em 2017: mussarela e outros queijos! 

Prato favorito do ano: sorvete de Cambuci do La Bottega di Leonardo, melhor sorvete do mundo! Com gosto que lembra a jabuticaba misturada com limão.

Um destino gastronômico para visitar: São vários, todos bem pertinho! Conhecer o Sítio do Bello e sua produção de frutas nativas da Mata Atlântica, em Paraibuna, as Serras Verdes, no Sul de Minas, onde são cultivados os legumes e frutas orgânicas que consumo durante o ano, e a aldeia indígena do Cacique Adolfo Timótio, próximo à Bertioga, Fortaleza do Slow Food, para ver de perto o manejo de palmito juçara.

Um hit e um flop para o ano que vem: Acho que um hit pode ser a produção de queijo caseira, assim como o pão foi para este ano, e um flop serão os restaurantes caros e cheios de frescura, com serviço à moda antiga.

O que você come quando ninguém vê: Pizza SÓ de Catupiry e Torcida de pizza!!

Seu nome gastronômico na planilha da Odebrecht: Paty Vinagrete eheheheh. Já que não pude ser chacrete!

Qual ingrediente da Arca do Gosto você é? Juçara, pela minha origem indígena, ahaha! 

Lucas

Quero aprender a cozinhar em 2017: Doces, já que minha última tentativa de bolo parecia mais uma omelete!

Prato favorito do ano: Pra ir na onda (que espero que não passe tão cedo), comi Lámen até dizer chega - mas não até enjoar! Amo o do Chankonabe do Bueno!

Um destino gastronômico para visitar: Belém do Pará! Não conheço ainda e em 2017 quero tirar o atraso!

Um hit e um flop para o ano que vem: Acho que Lámen vai continuar sendo hit. Mas acho que a onda de chefs cozinhando em casa, aposta de vários apps recém-lançados, não pega por aqui... 

O que você come quando ninguém vê: Todo tipo de bala, sou o terror dos Ubers haha. Adoro pegar as mais diferentes, outro dia experimentei uma de mamão (confesso que não gostei nada, mas o que vale é provar)   

Seu nome gastronômico na planilha da Odebrecht: Jimmy Churri, apelido que ganhei do Voltan e que pegou por aqui!

Qual ingrediente da Arca do Gosto você é? Pitanga, fruta brasileiríssima que gosta de sol e de praia!

Paula

Quero aprender a cozinhar em 2017: Muitas coisas, mas adoraria saber fazer um polvo no ponto certo, macio e bem temperado!

Prato favorito do ano: Steak tartar no tutano do Tanit - senhor, o que é aquilo? Sonho todos os dias! Agora, no começo de 2016 eu tava viciada no Carpaccio da Carlos, acho que ando numa onda carne crua mesmo...hehe

Um destino gastronômico para visitar: Itália, por motivos óbvios, e Peru, acho que também é autoexplicativo, né? Piro nisso de poder conhecer alguns dos melhores restaurantes do mundo e ao mesmo tempo comer comidas de rua fodas! Ah, e também tô maluca para conhecer o Pará!

Um hit e um flop para o ano que vem: Eu apostaria em algo que pode parecer bem óbvio, que começou há um tempo dentro do meio, mas que acredito vão aparecer muitos lugares assim. Acho que os restaurantes e bares serão mais simples, tanto no ambiente como nas receitas, que vão levar poucos ingredientes, molhos ou preparos elaborados, servindo eles quase in natura. Já o flop acho que serão os mil izakayas que abriram pela cidade, fora do bairro da liberdade, e que apostaram demais na onda da lámen. Apesar de adorar a ideia do boteco japonês, acho que não tem tanto espaço assim no mercado: muitas casas especializadas devem fechar, ficarão algumas poucas e boas. 

O que você come quando ninguém vê: 7 belo, Bono, Negresco, bolacha Torinha, tudo aquilo que fica no pote do coworking e que eu não consigo passar sem comer... 

Seu nome gastronômico na planilha da Odebrecht: Mascatudo

Qual ingrediente da Arca do Gosto você é? Queijo Araxá, parece que tem maturação (maturidade RISOS) boa, longa, e uma concentração de lactose baixa, igual a mim! 

Mari

Quero aprender a cozinhar em 2017: Qualquer coisa! Eu não tenho muitos talentos culinários. Na verdade, confesso que nunca me aventurei muito na cozinha. As minhas poucas tentativas - todas BEM básicas, aliás - dão sempre errado: nunca acerto o ponto do ovo frito que eu quero, minha tapioca gruda na frigideira toda vez e até o bolo de caixinha não assa direito. Trabalhando na Coentro ao lado da rainha-do-mar do ceviche e do cozinheiro que foi até parar no mural da Vitória na pauta "cozinhando para os amigos", isso é uma grande vergonha. 

Prato favorito do ano: Ovo! Parece básico demais, mas nesse ano me viciei em ovo e todas as suas versões: mexidos no café da manhã, cozidos na salada, fritos quando quero resolver rápido, poché na torrada, mollet na sopa, bolovo do Guarita e por aí vai. E na sobremesa, então? Fios de ovos, pudim de claras e pastel de Santa Clara são meu top 3 doces preferidos da vida toda. 

Um destino gastronômico para visitar: Portugal! Vide resposta acima.  Brinks, vou dar uma justificativa melhor: até esse ano, eu nunca tinha comido bacalhau (desculpa Vitor Sobral!!!!!!). Mas por motivos de Pat-me-mandou-fazer-isso-logo-pelo-amor-de-deus, eu provei e descobri que esse peixinho é bem bom. 50% culpa do Grupo da Esquina e 50% por conta da minha paixão por doces com ovos, fui conhecendo cada vez mais os pratos portugueses e decidi que não posso ir pra Portugal. Porque, se eu for, é capaz de nunca mais voltar. Ou ficar presa na alfândega por tráfico de bola de Berlim talvez.

Um hit e um flop para o ano que vem: Hit: cozinha de produto (ai que hype inovadora andré mifano feelings)! Mas, falando sério, acredito muito na tendência de usarmos cada vez mais partes "não usadas" dos alimentos: casca de frutas, raízes, brotos e por aí vai. É gostoso, barato e tudo de bom. Flop: rodízio japa. Acho que tem rolado uma vibe qualidade x quantidade que fará com que restaurantes estilo pague um valor fechado e coma quanto puder tenham cada vez menos espaço. Fora que já tem tantos... 

O que você come quando ninguém vê: Prometem que seremos amigos independente de qualquer coisa? Sim? Então tá, lá vai: desde pequena tenho lanchinhos básicos que faço sempre. São esquisitinhos e inusitados, mas são criações autorais (ui!) e eu amo. Salame com chocolate (DESCULPA EU ACHAVA QUE SALAME DE CHOCOLATE ERA SALAME REAL), pão de queijo com chocolate branco, pão com manteiga e nescau, omelete de toddy e... mexerica com maionese. Desculpa, mundo! 

Seu nome gastronômico na planilha da Odebrecht: Lumberjack. Rá! 

Qual ingrediente da Arca do Gosto você é? Ora-pro-nóbis. Porque esse ano demandou muita oração mesmo!

Luísa

Quero aprender a cozinhar em 2017: Na verdade, eu conto nas mãos o número de receitas que sei fazer, então o básico do Kit Sobrevivência Para o Jovem Adulto Que Quer Morar Sozinho Um Dia!

Prato favorito do ano: os cebiches da Comedoria Gonzales (e da Pat)!

Um destino gastronômico para visitar: Nova York, começando pelo famoso milho do Café Habana, no Soho! 

Um hit e um flop para o ano que vem: Hit - Proteínas vegetais! Flop - Lámen de Nutella 

O que você come quando ninguém vê: Sorvete de casquinha, daqueles que custam R$2, sabe? 

Seu nome gastronômico na planilha da Odebrecht: Casquinha, é claro!

Qual ingrediente da Arca do Gosto você é? Queijo da Serra da Canastra - a concentração de gordura não é lá muito baixa, mas é gostoso mesmo assim! 

Vitória

Quero aprender a cozinhar em 2017: Meu lado canceriano sempre me trouxe essa vontade e agora acho que, finalmente, chegou a hora! Quero aprender a preparar um belíssimo almoço/jantar pelas minhas próprias mãos

Prato favorito do ano: Pastel de Camarão do Bar Urca

Um destino gastronômico para visitar: Peru

Um hit e um flop para o ano que vem: Hit: Valorização dos pequenos produtores; Flop: Hamburgueria "gourmet"

O que você come quando ninguém vê: Quanto mais açúcar melhor! Meu fraco são os doces, na surdina vai uma barra de chocolate inteira, panela de brigadeiro e balas, nesses momentos pode rolar até um sorvete com batata frita! 

Seu nome gastronômico na planilha da Odebrecht: Cabrita

Qual ingrediente da Arca do Gosto você é? Cambuci, a sua época é no verão, minha favorita do ano! Dizem também que parece um disco voador: combina com o minha tatuagem de saturninho 

 

JÚlia

Quero aprender a cozinhar em 2017: Quero exercitar e aprimorar o que aprendi em 2016.

Prato favorito do ano:  Abobrinha gratinada, tagliatelle na manteiga e pedaços macios de cordeiro com ameixas e cenouras num denso molho doce - inesquecível almoço em Lyon.

Um destino gastronômico para visitar: Quero muito ir para o Marrocos, mas o Sul da França está nos meus planos para 2017.

Um hit e um flop para o ano que vem: Acho que o hit serão os orgânicos e o consumo de coisas mais naturais. Um Flop: aquelas taças doces (que todo mundo posta no instagram) exageradamente lambuzadas e melequentas - eca!

O que você come quando ninguém vê: Macarrão com salsicha.

Seu nome gastronômico na planilha da Odebrecht: Omelette du fromage 

Qual ingrediente da Arca do Gosto você é? Araçá-boi, porque misturado com álcool fica delícia hehe - aliás, quero ser uma caipirinha do Jean com todas as frutas da Arca <3

 


COMBO MÉXICO

by Coentro Comunica


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Com a Paulinha curtindo suas férias no México, o tema ficou em nossas cabeças. Já que não estamos lá, temos que nos virar por aqui mesmo. Boas opções, porém, não faltam!

Pra começar, a Taqueria La Sabrosa traz o clássico taco mexicano para os brasileiros com receitas rápidas, representativas e com preços amigáveis. Mensalmente, a casa na Augusta faz o evento Taquero por um día, convidando outros chefs para criarem uma receita e assumirem as chapas, ajudando, assim, a reforçar a cultura da comida mexicana no país. O taco é servido no domingo durante todo o horário de funcionamento.

Para inspirar os convidados a prepararem a sua receita, Hugo empresta o seu Kit especial para ajudar os taqueros. Ele vem em uma sacola de feira com a estampa da Virgem de Guadalupe (foto!) e três livros, entre eles a Tacopedia -Enciclopedia del Taco, de Déborah Holtz e Juan Carlos Mena, além de dois pacotes de tortillas de milho e de trigo para eles testarem.

Neste domingo, 17 de julho, será a vez da chef Carole Crema, que servirá o seu Taco de Fiesta:  um par de tortillas de milho recheadas de carnitas de pernil e costela de porco com salsa de maracujá e chile de árbol, finalizado com pico de gallo de pupunha. Para beber, ela escolheu o seu drink mexicano favorito: a Micheladas de Coronita, drinque de cerveja mexicana com uma dose de tequila e a mistura de suco de limão, molho inglês, gelo, pimentas variadas em um copo com sal e limão na borda.

Ainda no México! Outro opção muito especial para se sentir no país é a Semana de La Gastronomía y del Tequila, que vai acontecer na próxima semana, do dia 21 a 31 de Julho no Obá Restaurante. A convidada especial dessa edição a mayora Guillermina Ordoñez, que prepara comidas típicas maravilhosas para matar nossa vontade. Ela é braço direito do chef Gerardo Vasquez Lugo, do restaurante Nicos, um dos 50 melhores da América Latina!

Para se referir a estas herdeiras do conhecimento da milenar culinária mexicana, foi criado, no século XVIII, o termo mayora: uma definição exclusivamente mexicana para as mulheres que aprenderam com avós, mães e outras mayoras receitas transmitidas de geração em geração, exclusivamente, pela oralidade e pela prática. As mayoras estão no comando da cozinha de casas, bem como de pequenos e grandes restaurantes,

Especialmente para esse evento foi criado o Menu de La Sazón Mexicana. Divididos em três partes, o cardápio conta com mais de 15 opções. De entrada, apelidada de "Antojitos para tequilear, compartir y platicar", nos interessamos pelas Garnachas poblanas: 4 tortillas de milho com carne desfiada e batata; banhadas em salsa roja e verde, um clássico nas mesas de seu Estado, Puebla. Entre os pratos principais, chamados de guizos, ou guizados, que "unen a los mexicanos alrededor de la buen mesa", estamos loucos para provar as Rajas con papa y crema: tirinhas de chile poblano com batatas, cebola e creme; servido com tortillitas quentes para fazer taquitos vegetarianos {e deixar os carnívoros de olho gordo!}. Nas sobremesas, apelidadas de dulces como abrazo de madre, vá de Tamal de cazuela de chocolate: pamonha de milho doce preparada na cumbuquinha de barro e recheada de chocolate mexicano!!

Além de comida, não poderia faltar a bebida mais famosa do México: (O!!!) Tequila! Por lá, só pode ser chamado de Tequila o destilado preparado com 100% de Agave Azul, cultivado em apenas cinco Estados mexicanos, que conferem à bebida uma denominação de origem controlada através do Conselho Regulador do Tequila. Hugo afirma que até recentemente, os brasileiros estavam familiarizados apenas com o Tequila misto, com no mínimo 51% de Agave Azul e por isso lhe atribuíam a fama de bebida de porre e farra. O Tequila será representado por mais de 30 rótulos, incluindo todos os bons destilados comercializadas no Brasil. Serão oferecidos também drinques clássicos do restaurante, como a María Sangrienta (foto!), bloody mary à mexicana que tanto amamos, preparado com clamato, sangrita e temperos, e a Margarita de melancia, nossa paixão absoluta!

E não vamos terminar com arriba não!!


5 canais no YouTube que seres gastronômicos não podem deixar de conhecer

by Coentro Comunica


My Drunk Kitchen

Especialista em trocadilhos, gastronomia, viagem, mais  trocadilhos e abraços (segundo ela mesma), Hannah Hart é uma das figuras mais queridas do YouTube. A jovem de Los Angeles deu início ao seu canal em março de 2011, quando gravou um vídeo no qual tentava preparar um queijo quente – tarefa que seria relativamente simples caso ela não estivesse completamente bêbada. Não demorou para que o divertido “Butter Yo Shit” se transformasse na hilária My Drunk Kitchen, série que ao longo dos anos arrecadou mais de 2,4 milhões de inscritos.

Rolê Gourmet

O Rolê Gourmet, "estrelado" pelos amigos PC Siqueira e Otávio Albuquerque, nasceu em junho de 2012. Assim como Hannah Hart, a dupla preza pelo espírito zoeiro e não tem problemas em gravar intoxicada. Muitas vezes acompanhados por convidados como Clarice Falcão, Carolina Ferraz, Carlos Bertolazzi e Julia Petit, os YouTubers priorizam receitas simples e fáceis, que, no final, sempre são batizadas com um nome divertido. Ex: Milkshake Hipster, Taco do Infarto, Dogão Patrão e Pizza dos Haters.

Receitas de Minuto

Ok, elas não podem ser realizadas em apenas um minuto, as receitas propostas por Gisele Souza levam muito mais tempo que isso. Quando foi morar sozinha, a designer paulistana descobriu duas coisas: o quão legal é se arriscar na cozinha e como o dia-a-dia do brasileiro é corrido. O resultado? Juntar as duas coisas e criar um canal aprimorando essas receitas e truques rápidos.

Danielle Noce

Fundadora do maior site de confeitaria do Brasil, o I Could Kill For Dessert, Danielle Noce veio ao mundo pra nos fazer esquecer a palavra “dieta” e nos esbaldar nas sobremesas mais gordas e maravilhosas do mundo. Mas, o apelo da YouTuber vai além das tortas holandesas, cheescakes de Oreo e dos brownies como creme de caramelo: ela ensina a fazer bons drinks, pratos salgados e, eventualmente, posta vídeos de viagens e vlogs sobre os mais variados assuntos.

Epic Meal Time

Por favor, não repita isso em casa. O canal canadense Epic Meal Time pega receitas que já são trash por si só e as levam ao extremo, criando pratos com valor nutricional de dezenas de milhares de calorias. "Mas por que alguém assistiria isso?", você pode questionar aos quase sete milhões de inscritos. Bem, a resposta é simples: a gangue de cozinheiros liderada por Harley Morenstein faz tudo isso de maneira muito bem humorada. Entre os episódios mais divertidos, está o que "forçam" Jamie Oliver – notório ativista da boa alimentação -- a participar de um vídeo com eles.


XÔ RESSACA: NOSSAS DICAS INFALÍVEIS

by Coentro Comunica


Depois de um carnaval bem pulado e de dias seguidos de bebedeira em excesso, não tem jeito, o corpo pede um descanso! Tem gente que sente a necessidade de comer alimentos bem leves para reidratar, outros dos mais gordurosos, e até quem só rebate com mais álcool. Qual é o seu truque para curar uma boa ressaca? Abaixo dividimos algumas das nossas armas para matá-la bem rápido!

X-Tudo e Coca Cola

Pesquisas norte-americanas explicam que a vontade de mandar um hambúrguer nessas horas não é uma escolha à toa. Sua digestão é lenta, fazendo com que a absorção do álcool também seja devagar. Além disso, ele ajuda a acelerar o metabolismo, dando mais energia ao corpo. Por essas e outras (e porque é bom mesmo com ou sem ressaca) sugerimos o nosso favorito da cidade: a Bullguer, que tem sanduíches do tamanho da sua fome e sem exageros, para não sobrar nenhuma culpa! Até porque, nem sempre comer gordura demais é bom quando o seu fígado já está sobrecarregado por conta do álcool. Durante o feriadão e até o dia 14/02, a Bullguer servirá, apenas na unidade da Vila Madalena, o Oinc, feito com hambúrguer de porco, cebola caramelizada na cerveja e semente de mostarda. Outra descoberta para o mal estar não aparecer é comer um ovo, de preferência frito, antes de ingerir bebidas alcoólicas. Isso porque o ovo possui uma proteína que ajuda a reverter à intoxicação provocada pelo álcool.  A escolha do seu preparo é justamente por conta da ser de lenta absorção. Nossa sugestão para comer é o Uovo, hambúrguer servido com ovo frito e maionese. Para acompanhar, uma boa Coca Cola gelada nesse momento cai perfeitamente!

Suco salva vidas

Todo mundo sabe que melancia tem um monte de água, mas tem gente que tem indigestão quando come a fruta na ressaca. Isso acontece porque as fibras da fruta não são mesmo tão fáceis de quebrar. Porém, ela realmente promove uma super hidratação do corpo! A solução? Fazer uma "limonada" de melancia, ótima para quem acorda com a boca seca depois de encher a cara. O processo é super simples: bata, usando a função pulsar do liquidificador, 1/4 de melancia em pedaços, sem deixar liso demais. Depois, passe por um coador fino para tirar todas as fibras e guarde o suco em uma garrafinha. Em uma jarra grande, misture o suco de 1 limão siciliano espremido, um pouco mais do suco de melancia e dilua em água, para ter uma bebida bem levinha, quase transparente. Adoce com um pouco de açúcar se achar necessário e sirva com bastante gelo. O concentrado de melancia rende para 2 ou 3 jarras e pode ser guardado em geladeira por até 2 dias. É salva vidas!

Uma artesanal para rebater

Dizem por aí que não é o álcool em si que causa os incômodos da ressaca, mas sim o processo que o corpo promove para “quebrá-lo”. Aquela ideia de que não há nada melhor do que tomar uma cerveja para rebater a bebedeira do dia anterior parte deste pressuposto e foi batizada pelos ingleses como “Hair of the Dog”. A teoria aposta que é preciso ingerir mais bebida alcoólica, em quantidades menores, em tese, para forçar o organismo a diminuir aos poucos este processo da quebra das partículas de álcool. Para amenizar o mal estar trazido pelos excessos elegemos a Tupiniquim Helles. A receita da cervejaria porto alegrense é a leitura da marca para o estilo alemão Munich Helles, com 5,2% de teor alcóolico! Ela tem coloração ouro claro, com boa formação de espuma. Na boca, baixo amargor, alto drinkability e sabores de cereais e malte pilsen em evidência. A cerveja pode ser encontrada em garrafas de 310 ml e 1 litro.

Cevichito reparador

Em sua origem, o ceviche era preparado para levantar os ânimos e dar energia para continuar o trabalho. Seu poder reparador vem da combinação de seus ingredientes potentes: peixes e frutos do mar, considerados afrodisíacos, combinados ao sal, que estimula o apetite, e às pimentas, que levam à produção de endorfinas e provocam sensação de prazer. Não é à toa que no Peru, o caldo do cozimento do ceviche é chamado de leite de tigre. Segundo as lendas locais, quem tomava esse caldo ganhava a força desse animal que representa virilidade. Nos países da América Latina, as cevicherias são pontos de encontro de pessoas que saem direto da balada para curar a ressaca! Gostaríamos que esse hábito se popularizasse por aqui, mas enquanto isso, porque não preparar um cevichito poderoso em casa? Abaixo a receita do  Bomba, do livro da Paty. O nome não é uma mera coincidência. Se preferirem fazer com outros frutos do mar e pimentas, o resultado vai ser igualmente gostoso!

Bomba

Para um colombiano, bomba é uma gíria tradicional que se refere a alimentos muito energéticos, que ajudam a levantar o ânimo e o espírito, a curar a ressaca ou a ficar mais forte. Pode ser um caldo, um suco ou um ceviche. A maioria das cevicherias do país oferece sempre sua versão do bomba, geralmente uma combinação de vários tipos de frutos do mar e boas pimentas.

Tempo de preparo: 60 minutos

Rendimento: 4 porções

Ingredientes

1 cebola roxa cortada picada

½ xícara (chá) de suco de laranja

10 ostras pequenas limpas * (Lave bem as ostras com água abundante e com uma escova dura para tirar a areia e os resíduos que possam estar nas conchas. Segure a ostra com um pano para proteger a mão e coloque-a com a parte plana para cima. Insira uma faca pequena ou um abridor de ostra em uma das dobradiças da concha em direção à parte mais larga. Com um leve movimento, corte o músculo abdutor que prende as valvas

da concha. Ela abrirá automaticamente. Retire a parte superior da concha)

80 g de vôngoles cozidos e sem casca * (Coloque os vôngoles frescos em salmoura por 15 minutos - utilize 2 litros de água e 3 colheres [sopa] de sal para cada quilo de vôngole. Retire-os da solução e coloque-os em água fervente por aproximadamente 5 minutos. Escorra-os, espere esfriar e, em seguida, tire-os das conchas com cuidado. Os vôngoles que não abrirem devem ser descartados)

120 g de camarão cozido * ( Em uma panela com água fervente e um pouco de sal, coloque os camarões (dentro de uma peneira) e deixe-os cozinhar por 15 segundos. Retire-os da água e passe-os em água gelada para interromper a cocção)

280 g de peixe branco

2 colheres (café) de sal

1 ½ pimenta-cumari picada em

rodelas bem finas

4 pedras de gelo

½ xícara (chá) de suco de limão

½ pimentão vermelho cortado em

fatias bem finas

10 folhas de coentro picadas

½ xícara de leite de coco

Modo de preparo

Coloque a cebola já cortada em água fervente por 30 segundos e depois deixe-a de molho no suco de laranja. Reserve. Tire cuidadosamente as ostras de suas conchas e coloque-as em uma tigela. Acrescente os vôngoles, os camarões e o peixe cortado em cubos e tempere com o sal e a pimenta-cumari. Em seguida, junte o gelo e o suco de limão para começar o processo de cocção. Sempre mexendo, acrescente a cebola com o suco de laranja, o pimentão e o coentro. Junte o leite de coco aos poucos (é importante não parar de mexer para não talhar) e siga misturando por 4 minutos. Prove e adicione água, se necessário, para equilibrar a acideze acerte o sal. Sirva o ceviche com patacones ou chips de sua preferência.


Vem botar seu bloco na rua com a gente!

by Coentro Comunica


Que os Coentros são loucos por uma farra, não é nenhuma novidade. Somos todos foliões e a purpurina já chegou por aqui, junto com mil ideias de fantasias, que, claro, estão sendo confeccionadas por nós. Para quem sofre de carnavalite aguda como a gente, e também para os que são iniciantes, montamos um mini Guia com bloquinhos e dicas para se reabastecer nesse Pré Carnaval.

Nesse sábado, nossa sugestão é o Bloco Ritaleena, às 14h, na Rua dos Pinheiros, que canta músicas da musa Rita em versão marchinha! Depois, às 17h, o bloco Arrianu Suassunga traz uma orquestra de alfaias incrível, com concentração no Pitico

Já

Já no domingo, dois blocos muito tradicionais e responsáveis pela volta do Carnaval de rua à São Paulo vão ferver os foliões. Com as famosas marchinhas de São Luis do Paraitinga, a rota do Trupica mais não cai  passa ao lado do Ruaa, que para acompanhar a folia invade a comemoração com sete versões refrescantes de Sacolés. Também conhecidos como geladinhos ou gelinhos, serão servidos até a Quarta-Feira de Cinzas em versões de 300 ml não-alcoólicas, como de mate ou abacaxi com hortelã, ou alcóolicos, como os de Margarita, Aperol Spritz e Caipirinha. Outra novidade fresquinha é que o Ruaa participará - com seu truck e comidinhas - dos dois blocos mais bombásticos do Pré Carnaval:  amanhã,  do pernambucano Alceu Valença, e domingo, do Monobloco, que tem o músico Pedro Luís à frente e participação do DJ Tutu Moraes. 

Os da trupe do Centro, nossa sugestão é o bloco mais querido de lá, o Acadêmicos do Baixo Augusta, que tem nomes como Wilson Simoninha puxando o trio, além da participação da cantora Tulipa Ruiz, como madrinha de bateria. A mais mexicana das taquerias, a La Sabrosa, fica ali ao lado e também preparou duas opções de Sacolés: Margarita e Água de Jamaica batizada com tequila! 

Queremos ver todo mundo botando o bloco na rua com a gente!


O QUE VAMOS COMER EM 2016?

by Coentro Comunica


Resolvemos brincar de Baum and Whiteman e escrever nossos planos gastronômicos do ano, na linha, o que vai ser tendência em 2016 para cada um? Vejam abaixo nossas promessas!

Paty

Pretendo em 2016 assar tudo que estiver na minha frente! Quero continuar comprando mais e mais orgânicos e comer em casa o máximo de vezes que conseguir. A ideia é colocar tudo na assadeira mesmo: verduras, carnes, frango, peixes, tubérculos, ervas, etc! E dali fazer outros preparos, como saladas, sopas, massas, tortas, sempre com molhos gostosos em combinações inspiradas para variar e não enjoar. 

Experimente cenouras e limão siciliano em rodelas com molho de coalhada árabe ou chancliche, ou beterraba assada com queijo de cabra fresco desmanchado, é divino, tô viciada! Também fica uma delícia assar legumes com bastante cebola e jogar tudo em um macarrão integral e ralar um queijo meia cura! Se fizer uma farofinha de pão e jogar por cima fica de chorar de bom! As carnes costumo temperar bem "freestyle" mesmo, com mostarda amarela, molho inglês, alho batido, azeite, vinagre balsâmico e ervas como tomilho, manjericão e alecrim. Esse tempero fica muito bom com vagem, batatinhas e sobrecoxa de frango, por exemplo! A vagem com a mostarda é uma maravilha. Esse peixe da foto eu assei com tomates e cebola roxa, azeite, sal e pimenta, só! Dá para servir com uma farofinha, ou couscous marroquino, salada...  

Ainda não consegui, mas pretendo em breve assar frutas, como maçãs, peras, pêssegos, laranja, etc. Dá para polvilhar um pouco de canela e um nada de açúcar mascavo para ficar ainda mais perfumado! No Natal da Mesa III, tinha essa assadeira de frutas para acompanhar o peru ou o cordeiro. Tô sonhando com isso até agora! Se eu trabalhasse em casa acho que passaria o dia assando coisas. E ainda vou aprender a fazer pães de fermentação natural, planos para um futuro próximo! Oxalá! 

Lucas

Minha resolução de ano novo não é das mais saudáveis. Fã de chás que sou, decidi que esse ano vou levar o vício uma etapa adiante: pretendo juntá-los com outra paixão, os drinques. Já comprei uma nova leva de chás e quero investir nas famosas combinações "trava-hidrata", essas que deixam a gente no grau, mas minimizam a ressaca no dia seguinte (afinal, o fígado já não é mais o mesmo...). 

Nesses poucos dias de 2016, já testei em casa duas misturas que foram sucesso. A primeira é de Gin, tônica e chá verde com limão. Coloquei em algumas doses de Hendrick's um saquinho de chá chamado Yuzu Temple, preparado com a casca desse cítrico japonês parecido em sabor com tangerina. Depois de infusionar por alguns minutos, é só misturar uma dose da bebida com tônica em um copo com bastante gelo. Dá pra servir com o saquinho em uma taça, o que dá um charme extra, e usar qualquer outro chá de sua preferência. 

A segunda receita que deu certo leva chá mate e bourbon, na proporção de 100ml de chá bem concentrado para cada dose. Dá para preparar na jarra do liquidificador e fica com aquela espuminha incrível de mate batido! O segredo aqui é fazer o mate em casa, para conseguir dosar a quantidade de açúcar, e esperar esfriar antes de bater com gelo, para não aguar tanto. 

Agora é se jogar nas experimentações para criar novas misturas! E, se sobrar tempo, ainda pretendo me inscrever em um curso de cerâmica pra servir tudo em canecas feitas por mim!

Paulinha

2016 vêm aí para me provocar a ir para a cozinha preparar pratos com temperos que não costumam passar muito por lá. Deixar um pouco de lado aquelas receitas clássicas do nosso dia a dia, como a carne de panela que perfuma a sala, as macarronadas da nonna, e até mesmo os bolos, de diferentes recheios e formatos, que eu tanto amo fazer (ou melhor, bater) e partir para outras com toques asiáticos e também latino-americanos. Quero instigar meu paladar e investir em sabores ainda não muito familiares a ele!

No ano que passou, depois de inaugurarmos o Sanpo, comermos muitos bentôs como o da foto, que acompanhavam otoshis como o kimchi e bardana (raiz que me apaixonei há pouco), e frequentar com certa frequência o Izakaya Matsu e o Tanuki, notei que ando me inclinando a explorar novos sabores orientais. Novos para mim, claro. Me prometi elaborar um ranking dos melhores lámens de SP. E também de frequentar mais aquele bairro incrível que é a Liberdade, tanto para repaginar os bowls da cozinha, beber saquê e desafinar na cantoria, como para entrar em cada biboca que tenha uma boa comida. Quero experimentar mais pratos quentes e continuar essa bandeira levantada por quem conhece a comida oriental mais a fundo e sabe que não é nos rodízios que ela está (um beijo para o cream cheese). Para variar na salada de todo dia, quero preparar a coleslaw do Sanpo, com repolho, maionese, óleo de gergelim, vinagre de arroz e mel, que é sensacional. Por sinal, pretendo usar mais óleo de gergelim, que fica ótimo para acompanhar carne na chapa com arroz e alface, ao estilo coreano. Para essa onda começar com força, preciso, antes de mais nada, me munir logo de uma panela de arroz japonesa.

Pode chegar 2016, que seus dias não serão apenas orientais, não! Depois de quase dois anos de Coentro, aprendi, em doses homeopáticas, a amar esse tempero e colocar pimenta em tudo, outro ingrediente que só de sentir o cheiro já ficava toda arrepiada. Então, como paladar é construção, esse ano eu vou não só comer mais comidas orientais e latino-americanas, como também aprender a prepara-las. Vai ter guacamole e salsas com receita do Hugo, ceviches com as dicas preciosas da Paty, e, quem sabe, até um kao pad, aquele arroz frito, na wok. Não será uma mistura do Brasil com Egito, mas, a malemolência latina trombará com a sabedoria oriental! Vou pagar pra (me) ver.

Mari

Quem me conhece um pouquinho sabe que entre meus anseios e desejos para o ano que acabou de começar, tudo o que tem relação com cerveja artesanal é prioridade e traz alegria. Como fã despudorada que sou, tenho um bloquinho preenchido por sugestões de viagens cervejeiras, cursos, fábricas para visitar, rótulos novos para provar e a seleção dos que são queridinhos que não podem faltar na minha geladeira!

A missão de escolher uma só receita como dica para 2016 foi dura, mas depois de pensar, revirar anotações e claro, beber algumas das possibilidades, optei pela Green Cow, da cervejaria porto-alegrense Seasons Craft Brewery. Influenciada pela escola americana, que tem como característica principal o uso massivo de lúpulos, a cervejaria gaúcha é conhecida pelo cuidado com o que pode ser chamado de “tempero” da cerveja. Não basta ter amargor, ele precisa ter qualidade, que pode ser percebida em todo o portifólio da marca.

A Green Cow é a leitura da Seasons de uma American India Pale Ale (American IPA), estilo bastante popular entre as  microcervejarias norte-americanas. Derivada das English Pale Ale,  elas têm como característica central o amargor intenso,  com alto drinkability.  Premiada com medalha de ouro em sua respectiva categoria, no 3° Concurso Brasileiro de Cerveja, a Green Cow é boa pedida para encerrar os dias difíceis, já que os lúpulos tem propriedades relaxantes, assim como nos dias de comemoração, já que provoca amor sensorial a cada gole!

De amargor intenso e 6,2% de teor alcoólico, ela casa muito bem com alimentos com teor de gordura mais elevado, como carne vermelha e petiscos fritos. Seu amargor equilibra a untuosidade de alimentos e proporciona um flerte perfeito, tornando-os ainda mais gostosos.

Onde achar? O BrewDog Bar serve eventualmente em chope, mas em garrafa você consegue achar no Empório Alto dos Pinheiros, que é incrível para descobrir boas cervejas e se aventurar entre receitas nacionais e importadas. Quem não está em São Paulo ou prefere a praticidade do mundo digital, pode comprar a garrafa de 500 ml em sites como www.spacebeer.com.br e www.vitrinedacerveja.com.br, entre outros. O preço costuma variar entre R$ 34 e R$ 40.

 


Hibisco, essa flor maravilha!

by Coentro Comunica


O verão vem chegando devagarzinho, entrou em 2015 tímido e até apareceu antecipado de surpresa no meio de julho. E como aqui na Coentro somos do time do calorão, daqueles que levantam a bandeira contra o ar condicionado da firma (pura verdade!), resolvemos então começar um ritual para aclamar pela chegada da estação mais bonita e quente do ano. E como os nossos rituais começam sempre à mesa, decidimos falar sobre uma flor que seca fica deliciosa em versões de chás gelados à infusões em bebidas: o hibisco! 

Flor que além de super delicada é aromática, o hibisco oferece diversos benefícios à saúde, entre eles a redução do colesterol LDL (o ruim), a queda do risco de doenças cardíacas, além de ser rico em vitamina C e em antioxidantes. Dizem até que o danado emagrece, por conta de auxiliar a quebra de amidos e açúcar e ter um alto teor diurético - a dica dos especialistas é tomar o chá sempre após as refeições.

Por isso, separamos alguns lugares descolados com diferentes preparos com o hibisco. Entre as nossas sugestões está o bar Tigre Cego, que reformulará toda a carta de drinques para o verão e acabou de criar o refrescante Red Passion (foto acima), que leva soda de hibisco artesanal produzida no próprio bar, uísque, purê de maracujá natural e suco de limão. A charmosa confeitaria La Vie en Douce serve na loja o clássico Chá de hibisco gelado, com pedras de gelo e rodelas de limão, para quebrar o açúcar de seus doces incríveis. Já na Taquería La Sabrosa, a flor aparece na Água de Jamaica, infusão de flores secas de hibisco com limão, típica bebida mexicana.

Então, aproveite que sol já tem dado o ar da graça (inclusive o fim de semana será bem ensolarado!) e substitua os chás e sucos de caixinha pelos hibisco, essa flor maravilha! Dicas de onde experimentar, como se pode ver, não faltarão!

 


Cartagena: Caribe, gastronomia e história

by Coentro Comunica


Patrimônio Mundial da Humanidade, Cartagena é uma cidade colonial linda, mas um pouco caótica durante o dia, com camelôs nas ruas e bastante barulho. Deixe para explorá-la à tardinha ou à noite, quando o sol baixa, e passe o dia nas praias próximas, onde você chega de lancha rápida (fuja dos grandes barcos  e tours por várias ilhas, é roubada!) Reserve pelo menos um ou dois dias para conhecer seus museus, fortes e igrejas antigas, muito interessantes, e reparar em suas casinhas de fachadas coloridas! É uma delícia passar uma tarde na Livraria Abaco tomando um tinto, café coado na gíria local, sempre ótimo nesse país, e folheando livros e revistas! Nos outros dias, se jogue no mar cristalino do Caribe, ache uma sombra e aproveite!

Passeio de charrete

Boa forma de conhecer a cidade, que tem o centro histórico fortificado com 13 quilômetros de muros de pedra, é fazer um passeio de charrete, uma verdadeira volta no tempo. Sugiro fazer à noite, quando Cartagena é ainda mais linda e charmosa. É romântico, um pouco cafona, mas divertido!

 Playa Blanca da Isla Baru

 As praias de Cartagena não são bonitas. Por isso, todos que vão para a cidade passam o dia nas ilhas e praias próximas, e a minha preferida é Playa Blanca da Isla Baru. Aliás esse é o passeio para fazer quase todos os dias! Acorde cedo e vá de lancha rápida direto para lá, a viagem demora cerca de 40 minutos! Não é preciso reservar, vá a pé até o porto e compre na hora a passagem na bilheteria. Evite os passeios por várias ilhas, que demoram muito, ou aqueles barcos enormes e lotados de turistas. Sugiro ir cedo, perto das 9h da manhã, e voltar em lá pelas 16h. Chegando lá, fuja da muvuca (você mal vai descer do barco e já vão te oferecer uma tatuagem de henna!) Mas não entre em pânico. Alugue a última cabana que avistar e relaxe. É a praia de cor mais linda que já vi em toda minha vida, cristalina, azul, azul!!! Almoce por lá mesmo o autêntico PF das praias colombianas: peixe frito, arroz de coco e patacón, que são discos de banana da terra verde fritos. Na volta é tomar banho, descansar gostoso e sair para jantar nos inúmeros restaurantes que têm na cidade.

Comida de rua

A comida de rua na Colômbia é imperdível! As frutas tropicais caribenhas são símbolo de Cartagena! Elas são vendidas pelas palenqueras, senhoras que lembram as nossas baianas com vestidos coloridos e bacias na cabeça. São incríveis as arepas, discos de milho que podem ser fritos, recheados de ovo, ou assados, servidos com queijo, por exemplo. Mas a comida oficial da cidade mesmo é o coquetel de camarão e frutos do mar, que lembra o nosso, só que picante e com bastante coentro. Eles vendem em copos de plástico de diferentes tamanhos!! Às vezes são chamados de bomba, uma brincadeira com seus efeitos energizantes!

Restaurante Krioyo

Outro lugar delicioso, o Krioyo tem mesas ao ar livre e ótimos drinques. Peça o Ceviche Bomba, com ostras, camarão, chipi chipi (um marisco) e molho rosê, ou o Ceviche de Caranguejo fresco, incrível! Para beber, Mojito de lulo, fruta mais famosa da Colômbia, ou a Margarita de corozo, um coquinho de lá!

Restaurante La Cevicheria

Restaurante que lembra o interior de um barco, o La Cevicheria é um dos mais gostosos que passei. Dá vontade de voltar ainda na mesma viagem para provar tudo! Se quiser ser vintage, peça um coquetel de camarão e uma cuba libre!! Mas o melhor prato que provei foi de mariscos cozidos no vinho branco ao estilo moules et frites, só que colombianos, acompanhados de patacones e suero costeño, o creme azedo local.

Restaurante La Casa de Socorro

Maior sucesso da Cartagena, O La Casa de Socorro fica fora da cidade amuralhada, mas é fácil de achar. É enorme e está sempre muito cheio. Prove o Arroz com mariscos com suero costeño. Para beber, cerveja Club Colômbia!

Sofitel Santa Clara

Para uma noite mais fina, se arrume um pouco mais e vá tomar um drinque e dançar no Sofitel, que sempre tem música ao vivo. E aproveite para se arriscar nos ritmos latino-americanos como salsa, merengue e cúmbia!  

 

 

 

 


Viva la Concha Madre!

by Coentro Comunica


Inspirado nos classudos Oysters Bars americanos e nos tradicionais bares de crudos espanhóis, o Concha Madre acaba de nascer como um serviço itinerante especializado em ostras e frutos do mar, mas com uma pegada super descolada e receitas que trazem múltiplas influências! O projeto é dos sócios e chefs Pablo Muniz, do Tigre Cego, e Rodolfo Bernardes, que acumulou passagens por restaurantes estralados da Europa. Para atender ao público, o Concha percorre e promove eventos de comida de rua e degustações em parceria com bares, restaurantes e outros espaços. Esse domingo, dia 22, acontece o lançamento no Armazém Alvares Tibiriçá, das 14h às 20h.

Do balcão móvel de madeira, que lembra as peixarias europeias do começo do século passado,  saem receitas frias, como ostras in natura com salsas e outros molhos, além de peixes curados ou marinados e ceviches. Já na churrasqueira,  eles preparam receitas grelhadas, na brasa ou gratinadas, como as clássicas Rockefeller, com espinafre e molho hollandaise.

Os menus são elaborados a quatro mãos para cada ocasião, de festas informais a elegantes casamentos, com diversos formatos, apresentações e faixas de preço. Igualmente importante, a coquetelaria segue o mesmo espirito criativo da cozinha com destaque para os Bloody Marys e outros drinques desenvolvidos pelo barman Junior W. M., pensados para harmonizar com cada prato. 

O evento que acontece na calçada do Armazém Alvares Tibiriçá é uma ótima oportunidade para quem quer conhecer o projeto sem gastar muito. Entre as sugestões está o Trio de ostras cruas com salsa mexicana com tequila, sopa de coco thai sakê, wasabi e ovas. Há ainda a versão na grelha servida com manteigas de redução das cervejas stout, sour beer e saison. aqueles que não comem peixes podem provar a Bisteca recheada.

A marca pretende transformar-se em 2016 em um bar, seguindo a mesma identidade despretensiosa com que nasce. Enquanto isso, nossa dica é ficar de olho no facebook do Concha (www.facebook.com/conchamadre) para saber de todos os eventos de rua que eles promovem durante esse tempo, ou ainda entrar em contato pelo e-mail contato@conchamadre.com.br para eventos fechados. E viva longa a la concha madre!