O QUE VAMOS COMER EM 2016?

by Coentro Comunica


Resolvemos brincar de Baum and Whiteman e escrever nossos planos gastronômicos do ano, na linha, o que vai ser tendência em 2016 para cada um? Vejam abaixo nossas promessas!

Paty

Pretendo em 2016 assar tudo que estiver na minha frente! Quero continuar comprando mais e mais orgânicos e comer em casa o máximo de vezes que conseguir. A ideia é colocar tudo na assadeira mesmo: verduras, carnes, frango, peixes, tubérculos, ervas, etc! E dali fazer outros preparos, como saladas, sopas, massas, tortas, sempre com molhos gostosos em combinações inspiradas para variar e não enjoar. 

Experimente cenouras e limão siciliano em rodelas com molho de coalhada árabe ou chancliche, ou beterraba assada com queijo de cabra fresco desmanchado, é divino, tô viciada! Também fica uma delícia assar legumes com bastante cebola e jogar tudo em um macarrão integral e ralar um queijo meia cura! Se fizer uma farofinha de pão e jogar por cima fica de chorar de bom! As carnes costumo temperar bem "freestyle" mesmo, com mostarda amarela, molho inglês, alho batido, azeite, vinagre balsâmico e ervas como tomilho, manjericão e alecrim. Esse tempero fica muito bom com vagem, batatinhas e sobrecoxa de frango, por exemplo! A vagem com a mostarda é uma maravilha. Esse peixe da foto eu assei com tomates e cebola roxa, azeite, sal e pimenta, só! Dá para servir com uma farofinha, ou couscous marroquino, salada...  

Ainda não consegui, mas pretendo em breve assar frutas, como maçãs, peras, pêssegos, laranja, etc. Dá para polvilhar um pouco de canela e um nada de açúcar mascavo para ficar ainda mais perfumado! No Natal da Mesa III, tinha essa assadeira de frutas para acompanhar o peru ou o cordeiro. Tô sonhando com isso até agora! Se eu trabalhasse em casa acho que passaria o dia assando coisas. E ainda vou aprender a fazer pães de fermentação natural, planos para um futuro próximo! Oxalá! 

Lucas

Minha resolução de ano novo não é das mais saudáveis. Fã de chás que sou, decidi que esse ano vou levar o vício uma etapa adiante: pretendo juntá-los com outra paixão, os drinques. Já comprei uma nova leva de chás e quero investir nas famosas combinações "trava-hidrata", essas que deixam a gente no grau, mas minimizam a ressaca no dia seguinte (afinal, o fígado já não é mais o mesmo...). 

Nesses poucos dias de 2016, já testei em casa duas misturas que foram sucesso. A primeira é de Gin, tônica e chá verde com limão. Coloquei em algumas doses de Hendrick's um saquinho de chá chamado Yuzu Temple, preparado com a casca desse cítrico japonês parecido em sabor com tangerina. Depois de infusionar por alguns minutos, é só misturar uma dose da bebida com tônica em um copo com bastante gelo. Dá pra servir com o saquinho em uma taça, o que dá um charme extra, e usar qualquer outro chá de sua preferência. 

A segunda receita que deu certo leva chá mate e bourbon, na proporção de 100ml de chá bem concentrado para cada dose. Dá para preparar na jarra do liquidificador e fica com aquela espuminha incrível de mate batido! O segredo aqui é fazer o mate em casa, para conseguir dosar a quantidade de açúcar, e esperar esfriar antes de bater com gelo, para não aguar tanto. 

Agora é se jogar nas experimentações para criar novas misturas! E, se sobrar tempo, ainda pretendo me inscrever em um curso de cerâmica pra servir tudo em canecas feitas por mim!

Paulinha

2016 vêm aí para me provocar a ir para a cozinha preparar pratos com temperos que não costumam passar muito por lá. Deixar um pouco de lado aquelas receitas clássicas do nosso dia a dia, como a carne de panela que perfuma a sala, as macarronadas da nonna, e até mesmo os bolos, de diferentes recheios e formatos, que eu tanto amo fazer (ou melhor, bater) e partir para outras com toques asiáticos e também latino-americanos. Quero instigar meu paladar e investir em sabores ainda não muito familiares a ele!

No ano que passou, depois de inaugurarmos o Sanpo, comermos muitos bentôs como o da foto, que acompanhavam otoshis como o kimchi e bardana (raiz que me apaixonei há pouco), e frequentar com certa frequência o Izakaya Matsu e o Tanuki, notei que ando me inclinando a explorar novos sabores orientais. Novos para mim, claro. Me prometi elaborar um ranking dos melhores lámens de SP. E também de frequentar mais aquele bairro incrível que é a Liberdade, tanto para repaginar os bowls da cozinha, beber saquê e desafinar na cantoria, como para entrar em cada biboca que tenha uma boa comida. Quero experimentar mais pratos quentes e continuar essa bandeira levantada por quem conhece a comida oriental mais a fundo e sabe que não é nos rodízios que ela está (um beijo para o cream cheese). Para variar na salada de todo dia, quero preparar a coleslaw do Sanpo, com repolho, maionese, óleo de gergelim, vinagre de arroz e mel, que é sensacional. Por sinal, pretendo usar mais óleo de gergelim, que fica ótimo para acompanhar carne na chapa com arroz e alface, ao estilo coreano. Para essa onda começar com força, preciso, antes de mais nada, me munir logo de uma panela de arroz japonesa.

Pode chegar 2016, que seus dias não serão apenas orientais, não! Depois de quase dois anos de Coentro, aprendi, em doses homeopáticas, a amar esse tempero e colocar pimenta em tudo, outro ingrediente que só de sentir o cheiro já ficava toda arrepiada. Então, como paladar é construção, esse ano eu vou não só comer mais comidas orientais e latino-americanas, como também aprender a prepara-las. Vai ter guacamole e salsas com receita do Hugo, ceviches com as dicas preciosas da Paty, e, quem sabe, até um kao pad, aquele arroz frito, na wok. Não será uma mistura do Brasil com Egito, mas, a malemolência latina trombará com a sabedoria oriental! Vou pagar pra (me) ver.

Mari

Quem me conhece um pouquinho sabe que entre meus anseios e desejos para o ano que acabou de começar, tudo o que tem relação com cerveja artesanal é prioridade e traz alegria. Como fã despudorada que sou, tenho um bloquinho preenchido por sugestões de viagens cervejeiras, cursos, fábricas para visitar, rótulos novos para provar e a seleção dos que são queridinhos que não podem faltar na minha geladeira!

A missão de escolher uma só receita como dica para 2016 foi dura, mas depois de pensar, revirar anotações e claro, beber algumas das possibilidades, optei pela Green Cow, da cervejaria porto-alegrense Seasons Craft Brewery. Influenciada pela escola americana, que tem como característica principal o uso massivo de lúpulos, a cervejaria gaúcha é conhecida pelo cuidado com o que pode ser chamado de “tempero” da cerveja. Não basta ter amargor, ele precisa ter qualidade, que pode ser percebida em todo o portifólio da marca.

A Green Cow é a leitura da Seasons de uma American India Pale Ale (American IPA), estilo bastante popular entre as  microcervejarias norte-americanas. Derivada das English Pale Ale,  elas têm como característica central o amargor intenso,  com alto drinkability.  Premiada com medalha de ouro em sua respectiva categoria, no 3° Concurso Brasileiro de Cerveja, a Green Cow é boa pedida para encerrar os dias difíceis, já que os lúpulos tem propriedades relaxantes, assim como nos dias de comemoração, já que provoca amor sensorial a cada gole!

De amargor intenso e 6,2% de teor alcoólico, ela casa muito bem com alimentos com teor de gordura mais elevado, como carne vermelha e petiscos fritos. Seu amargor equilibra a untuosidade de alimentos e proporciona um flerte perfeito, tornando-os ainda mais gostosos.

Onde achar? O BrewDog Bar serve eventualmente em chope, mas em garrafa você consegue achar no Empório Alto dos Pinheiros, que é incrível para descobrir boas cervejas e se aventurar entre receitas nacionais e importadas. Quem não está em São Paulo ou prefere a praticidade do mundo digital, pode comprar a garrafa de 500 ml em sites como www.spacebeer.com.br e www.vitrinedacerveja.com.br, entre outros. O preço costuma variar entre R$ 34 e R$ 40.